"Ninguém beneficia de Medidas Universais. A educação é como o oxigénio e a água potável. É um direito."
"A excelência não é ter bons alunos. É educar todos os alunos."
"A Escola tem de se aproximar do aluno. E isso não é facilitismo." David Rodrigues
A palestra Inclusiva...mente(s), organizada pela EMAEI, trouxe à Escola Secundária de Estarreja, no passado dia 5 de fevereiro, o Presidente da pró-inclusão e Conselheiro Nacional de Educação, o Prof. Dr. David Rodrigues.
O orador abalou certamente o paradigma da Escola tradicional ao explorar o conceito de Inovação inclusiva e várias teses sobre Educação Inclusiva.
O final da palestra foi feito de partilha de experiências, de argumentação e polémica. Afinal não são estes os ingredientes que potenciam a mudança? Potenciaram certamente algum desconforto e reflexão nos presentes e também no orador. Partilho convosco o seu desabafo, quase em formato de adenda à palestra, retirado do Espaço 54 - Grupo de Apoio à Educação Inclusiva, do qual é membro.
Paula Silva
Exames e Inclusão
Ontem no final de uma ação de formação na sede de um agrupamento de escolas em Estarreja, no momento das perguntas, ressurgiu a sempre presente questão sobre "como se pode diferenciar, flexibilizar se há exames?". E vem depois a argumentação das expectativas dos alunos, das famílias, etc. etc. etc
A conclusão que se procura tirar é simples: enquanto houver exames não pode haver diferenciação nem flexibilidade. Por isso talvez mesmo a inclusão seja "conversa para inglês ver".
Tivemos uma discussão bem viva sobre o assunto a que eu gostava aqui de voltar em 5 pontos:
1. Há uma grande diferença entre o tempo dos exames e da Inclusão: os exames é o fim de uma era e a Inclusão (e a diversidade) o início de outra. Quero acreditar que nenhum educador acredita de verdade que para resolver os problemas de hoje precisamos das soluções de ontem...
2. Existe uma obsessão com os exames. Porque é que não se diferencia no 5º ano? por causa do exame do 9º. Porque não se diferencia no 10º? Por causa do exame do 12º. E assim vamos. Assim vista esta posição é mais uma desculpa do que uma opção educacional.
3. Fazer obedecer toda a educação ao sucesso nos exames seria partir do princípio que os exames são justos (ninguém assina isto, pois não?), que os exames avaliam toda a aprendizagem (também não, pois não?) e que o sucesso nos exames é o objetivo mais nobre de 12 anos passados na escola.
4. Mesmo assim, a Inclusão não é incompatível com avaliações estandardizadas. Há muita maneira de chegar aos conteúdos que se acham "imprescindíveis". Porque é que então se faz finca pé nesta antinomia entre exames e inclusão?
5. Assumo que a minha resposta é polémica, mas aqui vai: é certamente porque ainda há professores que necessitam dos exames como peça indispensável de motivação dos alunos. E aqui talvez haja uma grande "margem de progressão". E procurássemos cada vez mais e em conjunto fazer com que TODOS os alunos se apaixonassem pelo nosso ensino, pela vibração dos conteúdos, pelo seu progresso na aprendizagem?
Isto serve, afinal, para os exames e para a Inclusão!
Durante o mês de
janeiro, no Clube “PENSANDO
AO oirártnoc”,realizam-se diversas atividades relacionadas com a estação
do ano - INVERNO.
As atividades
propostas foram dinamizadas pelos docentes de educação especial no CAA e tendo
em conta aa especificidade de cada aluno.
As atividades tiveram em conta, os seguintes
objetivos:
-Reconhecer
e identificar as características da estação do ano – INVERNO;
- Ler e
interpretar o poema de Eugénio de Andrade “O Inverno”;
- Construir o
painel do Inverno.
Entre as
atividades realizadas, destacamos a elaboração do painel do Inverno, tendo como
base um Boneco de Neve elaborado por
todos os alunos e diversos Bonecos de
Neves elaborados individualmente.
A escolha do Boneco de Neve como símbolo do INVERNO,
teve haver com a confeção do bolo em forma de Boneco de Neve, que os alunos confecionaram no final do 1.º
período.
As atividades
procuraram atingir os objetivos específicos propostos, nomeadamente:
- Envolver os
alunos para as datas festivas;
- Estimular a
criatividade nos alunos;
- Criar nos alunos
o sentido de responsabilidade;
- Promover a
autonomia.
Por
último, é importante reconhecer que na realização dos
trabalhos os alunos apresentaram uma identidade solidificada e responsável que
permitiu a consecução dos objetivos e a realização das atividades apresentadas.
E como o mês de fevereiro é a data que dá primazia aos Afetos, resolvi partilhar uma atividade que tem vindo a ser realizada no CAA, com vista a promover nos alunos atitudes de empatia, amabilidade e tolerância.
Semanalmente, os alunos têm registado numa folha atitudes de amabilidade para com os colegas, em contexto de sala de aula ou de recreio, para com os auxiliares da ação educativa, professores, pais e outros familiares. Como as competências de leitura e escrita variam de aluno para aluno, é-lhes dada a possibilidade de representar essas atitudes pelo desenho, complementando o texto escrito. As mensagens são inseridas numa caixa e ali guardadas até ao final do período, altura em que serão apresentadas ao grupo e servirão de reflexão.
Objetivos: promover contextos que promovam a empatia, a tolerância e a autoestima entre pares no CAA, na escola e na família, fomentar o ambiente académico favorável ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.
Está a decorrer um inquérito online neste link , dirigido aos presentes, de modo a avaliar se esta ação atingiu os padrões de qualidade a que nos propusemos e também para planear eventos futuros.
Partilho aqui algumas fotos e considerações que foram deixando no inquérito.
"Excelente momento formativo."
"Notável comunicador."
"Expôs o tema de forma muito objetiva e pertinente."
"A ação foi excelente."
"Ficava mais uma hora a ouvir o professor Nelson Zagalo com todo o gosto."
"Parabéns pela iniciativa!"
"Excelente orador que utilizou uma linguagem acessível. Apurado sentido de humor. Penso que também devia ter sido aberta para alunos, pois ao privarem com o Prof. Dr. Nelson Zagalo iriam mudar alguns dos seus hábitos e comportamentos."
“Os criadores de jogos não são
criadores de experiências maléficas”, afirmou o Prof. Dr. Nelson Zagalo,
investigador doutorado na área do multimédia e dos videojogos, na abertura da
Palestra Ciência e Mitos sobre os efeitos
dos Videojogos que juntou, no passado dia 29 de janeiro, no auditório da
Escola Secundária de Estarreja, professores de diferentes ciclos e áreas
curriculares, técnicos, psicólogos, agentes da GNR, do projeto Escola Segura, e, em representação da
Câmara Municipal de Estarreja, o vereador da educação, Dr. João Alegria.
Em publicação no blogue Virtual Illusion,
o orador, professor do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de
Aveiro, escreve acerca do alegado vício na internet e nos videojogos: “Na
palestra que realizei hoje, no Agrupamento de Escolas de Estarreja, aproveitei
para ir mais ao fundo da questão.” (…) “recordo agora que durante a VJ2019
(11ª Conferência sobre Ciência, Arte e
Videojogos), um dos artigos focava esta questão do vício, e na altura os
dados apresentados conduziam à ideia de que existiria mesmo algo distinto dos
outros media nos videojogos. Contudo, do literature review que conduzi, focado em estudos e artigos de
2018 e 2019, não encontrei qualquer evidência de vício criado pelos videojogos
em pessoas saudáveis. E foi exatamente seguindo estes preceitos que realizei a
palestra.”
De facto, é a associação comum dos
videojogos à cultura da violência e da dessensibilização e à adição e à
dependência, já tão enraizada na nossa sociedade, que o fundador da Sociedade Portuguesa dos Videojogos vai desconstruindo ao longo da palestra. Deixa
um alerta aos pais: “Existe um problema nas idades mais tenras: 4, 8, 12, 14. (..)
Aqui cabe aos pais o controlo, ele é inevitável, não porque os videojogos
possam degenerar as mentes das crianças per
se, mas simplesmente porque a formação de personalidade requer diversidade
de experiências.”
A palestra terminou com a participação
de alguns dos presentes que colocaram questões sobre os tratamentos que têm
vindo a surgir em clínicas privadas ao suposto vício dos videojogos. O orador
salientou a necessidade de realização de psicoterapia e o envolvimento da
família na recuperação do indivíduo e na alteração de comportamentos.
Pessoalmente, acredito que esta ação contribuirá, a longo prazo, para uma necessária mudança de mentalidades e de comportamentos e que os presentes darão o seu contributo nas escolas, nos gabinetes, na família, na sociedade.
Quem quiser aprofundar mais esta
temática poderá consultar os diapositivos apresentados e partilhados pelo
orador neste link
e que podem ser descarregados para melhor leitura.
Deixo os meus mais sinceros agradecimentos
ao Prof. Dr. Nelson Zagalo, que aceitou este convite com grande generosidade e
gentileza, divulgou este evento e partilhou os seus materiais, à Câmara Municipal de Estarreja e à Biblioteca Escolar da ESE por presentear o orador com algumas lembranças,
assim como à colega Rosário Santos, pela amizade e ajuda na articulação dos
vários parceiros desta atividade. Agradeço, também, a todos os presentes que
permitiram a realização desta atividade.
Antes da confecção da sopa na nossa cozinha improvisada do CAA, a Lenda da sopa de pedra serviu de introdução e de motivação para a tarefa. Após a sua exploração, confeccionámos uma sopa. Deixo aqui uma das versões que encontrámos na Internet e partilho as fotos da nossa atividade.
Objetivos: aprender a seguir instruções, aprender vocabulário funcional relacionado com a temática, entender as quantidades, identificar géneros alimentares, descascar e cortar utilizando faca e descascador, usar uma cafeteira elétrica, uma placa elétrica e uma varinha mágica, ler as horas e gerir o tempo, aplicar regras de higiene e segurança, autorregular o comportamento, escrever a receita após a sua confeção, compreender o propósito da partilha e do convívio, em suma, adquirir competências de autonomia pessoal e social.
Para assinalar o Dia Internacional do Obrigado, os alunos do CAA partilharam frases de gratidão.
Objetivos: promover contextos que promovam a empatia, a tolerância e a autoestima entre pares no CAA, fomentar o ambiente académico favorável ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.
O 11 de janeiro é dia de dizer obrigado. Obrigado à família, aos amigos, às pessoas de quem gosta, a quem lhe faz bem, àquela pessoa que lhe deu passagem no trânsito ou lhe abriu a porta.
É, também, dia de agradecer por aquilo que tem de bom na sua vida. Experimente fazer o exercício de escrever numa folha de papel alguns motivos pelos quais se deve sentir agradecida. Os entendidos em matéria de comportamento humano dizem que, ao fazer isto todos os dias, vai sentir-se melhor consigo mesma, mais feliz.
Já a nível científico, é isto que acontece: vai ativar o sistema de recompensa do cérebro através da libertação de Dopamina, aumentando a sensação de prazer, e, por outro lado, estimula o hipotálamo a produzir e libertar Oxitocina, a chamada «hormona do amor»
O resultado desse exercício traduz-se na redução do nível de ansiedade, medos e angústias, ao mesmo tempo que estimula a tranquilidade e o afeto. E há quem diga que as pessoas que praticam diariamente a gratidão são mais otimistas, satisfeitas com a vida e têm mais vitalidade.
O Olho de Deus é uma mandala que tem seu próprio significado. Esse tipo de mandala, conhecida como Olho de Deus, é um antigo símbolo feito pelos índios Huichol do México e dos índios Aymara da Bolívia.
A simbologia por trás da mandala Olho de Deus está relacionada à saúde, felicidade e prosperidade de quem a possui. Foi por isso que escolhemos esta altura do ano para trabalhar esta manualidade, tendo em conta os votos de ano novo que trocamos.
Objetivos: Compreender o significado de datas importantes. Realização da Mandala "Olho de Deus" usando a técnica de macramé. Exploração das várias figuras geométricas que se podem observar, ângulos e sua amplitude. Desenvolver a motricidade fina
As
atividades foram desenvolvidas na semana de 5 a 12 de dezembro e decorreram de
acordo com o previsto.
– A
elaboração das Árvores de Natal teve como ponto de partida as figuras
geométricas e como é que podíamos elaborar Árvores de Natal, utilizando figuras
geométricas.
Assim,
cada aluno elaborou a sua árvore utilizando, sempre, figuras geométricas.
As
Árvores de Natal elaboras pelos alunos foram expostas no corredor do Bloco E da
escola.
A
atividade permitiu desenvolver competências ao nível do “saber estar”, do “saber
fazer”, a partilha de ideias e do sentido de entreajuda.
Refletindo…
A elaboração das Árvores de Natal resultou de um trabalho
concertado de todos os alunos do CAA, que contribuiu para estimular a criatividade e
imaginação, exercitar a destreza manual, promover o saber fazer, promover o
espírito de grupo e estimular as capacidades de atenção e concentração.
É assim em “PENSANDO AO oirártnoc”!
Objetivos:
- Incentivar a realização de trabalhos valorizadores das capacidades e interesses dos alunos;
- Contribuir para um melhor conhecimento e valorização do trabalho realizado pelos alunos no Centro de Apoio à Aprendizagem – CAA.
- Fomentar o ambiente académico favorável ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.
Exposição de trabalhos dos alunos do Centro de Apoio à Aprendizagem – ESE,
com a colaboração das disciplinas de Mecânica e de Educação Visual.
│Biblioteca da Escola Secundária de Estarreja
Objetivos: desenvolver a capacidade de realizar tarefas com várias etapas, a atenção e a memória, o raciocínio lógico, ler e escrever vocabulário funcional relacionado com a temática, adquirir conceitos básicos e complexos, promover os autocuidados e o cumprimento de regras de higiene e segurança, explorar técnicas de expressão plástica, realizar construções, desenho e pintura orientados e de expressão livre, utilizando-se figuras geométricas..