quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bonecas de Papel

A minha amiga Alice enviou-me recentemente estes materiais que fazem o encanto de qualquer criança. Agradeço-lhe desde já ter-me recordado a minha infância. Lembro-me de recortar estas bonecas e as suas roupas de papel e de as vestir consoante a ocasião o exigia. 

 Objectivos da Actividade: estimular a atenção/concentração, contribuir para a adesão à tarefa, a partir do leque de interesses da criança, promover o desenvolvimento da motricidade fina da mão, estimular para a aquisição de conceitos básicos e potenciar a aquisição de competências para a realização de uma tarefa (organizar o espaço e o material necessário e aprender a gerir o tempo necessário à sua concretização).

Já aqui mostrei actividades deste género e como as crianças aderem com entusiasmo resolvi partilhá-las convosco. Podem encontrar estes recursos neste blogue em Recursos e Moradas também Especiais com a etiqueta Bonecas de Papel 1,2,3.






“… de pequenino se torce o pepino…”

Passo a passo
As regras de boa educação não se aprendem de um dia para o outro. São um processo de vivência e interiorização de conceitos. A partir dos dois anos, pode ensinar ao seu filho como se deve comportar socialmente, mas ao longo da sua infância terá de relembrar-lho, vezes sem conta, sem lhe exigir um cumprimento rígido, nem se zangar com ele porque, de vez em quando, as esquece e faz uma “asneira” ou não se comportou como deveria.
Nunca utilize a chantagem para que as cumpra, para que ele não encare a educação como um meio de alcançar um determinado fim.
"Se te portares bem em casa dos avós, e os cumprimentares como te ensinei, quando sairmos, compro-te aquele carrinho que pediste....". Muitos pais prometem “prendas ” a todo o momento (especialmente se o comportamento habitual da criança os deixa embaraçados). Deste modo, qualquer criança pode passar a interiorizar o conceito de que “se me portar bem, recebo uma recompensa”, quando deveria interiorizar "tenho de me portar bem e fazer o que os meus pais me ensinaram".

E, se os pais não devem utilizar a chantagem ou as promessas para conseguirem que a criança cumpra algumas das regras sociais, também não devem utilizar as ameaças como método educativo. O termo “senão...” cria nelas uma sensação de insegurança. Muitos pais utilizam-no habitualmente e disso são exemplos as ameaças: "senão comeres tudo, não te levantas da mesa hoje." ou "Vê se dormes depressa, senão...!" ou ainda "dá já um beijinho à avó, senão...".
 Ensinar pelo exemplo
As crianças aprendem pela imitação. Se em sua casa o seu filho não tiver referências para “copiar” a amabilidade ou a boa educação, será difícil a sua imposição, visto não ter elementos de referência.
Se observar que o seu pai não diz obrigado quando lhe oferecem alguma coisa, porque será que ele que é pequeno terá de o fazer? Se a sua mãe quando pede uma coisa à empregada não diz " Por favor, traga-me um copo de água" ou "Obrigada" quando esta lho traz, porque deve ele ter de fazê-lo?
As crianças observam e tornam os exemplos como conduta a seguir, por isso, quando são confrontadas com uma situação diferente das suas referências, podem não aceitá-la e mostrar-se surpreendidas.
Os bons modos dependem de duas regras básicas:
1º - Das regras que lhe são “impostas”;
2º - Do que observam no dia-a-dia com os seus modelos (em casa com os pais e no infantário com os educadores).

Regras de boa educação


O suporte visual é certamente um facilitador da aprendizagem de regras de boa educação e de convivência. Poderá fazer download de diversas imagens ilustrativas de regras a seguir.



Caso queira fazer download do arquivo completo clique aqui

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As recompensas também educam

Recompensar a criança por aquilo que fez bem é um acto natural e desejável. A criança, para além da satisfação própria do dever cumprido, tem a gratificação adicional de um prémio oferecido pelos pais, em sinal do seu apreço pelo cumprimento de determinado objectivo. O problema está na forma e no conteúdo desse prémio.

No entanto, existem, claro, outras formas de recompensar a criança pelos seus esforços de corresponder às expectativas dos pais. 
Uma delas é a recompensa social que envolve, para além da atenção e dos estímulos verbais, como o encorajamento e o elogio, o contacto físico (quem não gosta de um abraço, um beijo ou uma carícia?) ou o envolvimento em actividades que são do gosto da criança após um comportamento adequado, como um jogo, ler uma história, fazer um passeio a pé ou de bicicleta, desenhar ou fazer construções em barro ou plasticina. 
As recompensas deste tipo são muito gratificantes para as crianças e também para os pais, pois, além de cumprirem o seu objectivo, de premiar um comportamento adequado, estreitam a relação entre pais e filhos ao estimular a brincadeira em conjunto. 
A principal recompensa que uma criança pode ter é a atenção, o encorajamento e o elogio dos pais. Nada é tão forte e tão estimulante a curto, médio e longo prazo, como a aprovação das suas atitudes pelos pais. Esta é a recompensa que deve ser usada com maior frequência, superando qualquer outra.


Por: Pediatra Paulo Oom

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Percepção Visual: recursos gratuitos

Autoria:José Bustillo Rendón
Sistema operativo: Cualquiera
Ciclo: Jardim de Infância, 1º Ciclo, Educação Especial
Tipo de Recurso: Gratuito
Língua: Castelhano

Destinado à estimulação da capacidade de atenção, este é um recurso que complementa as actividades realizadas em sala de aula, servindo de reforço a alunos com diversas dificuldades ou com necessidades educativas especiais.De cariz lúdica, é um recurso com uma evidente intencionalidade educativa.

Objectivos: Motivar os alunos através de actividades atractivas, com uma elevada componente visual e possibilidade de interacção; desenvolver as capacidades da atenção, tais como: diferenciar, comparar, localizar, seleccionar, identificar e manter o contacto visual; activar processos mentais que relacionam os estímulos recebidos (reconhecimento e discriminação) e a interpretação dos mesmos; desenvolver a coordenação óculo-motora; reconhecer e discriminar figuras, cores e noções espaciais; estimular a capacidade de memorizar estímulos visuais.
Vantagens: A existência de fichas de trabalho personalizáveis a imprimir.
Descrição: Este programa está dividido em quatro actividades no âmbito da Percepção Visual, tais como as cores, a memória visual, a orientação espacial e as formas.
Onde o pode encontrar: Neste blogue, em Recursos e Moradas também Especiais com a etiqueta Jogo Memória Visual 1 e 2.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Costura criativa

Com a orientação da professora de Educação Especial e da Educadora, a Ana do J.I. da Sr.ª do Monte costurou uma carteira. Vejam as diferentes etapas:

O material necessário: sarapilheira, novelos de lã de cores diversas, agulha de ponta redonda, tesoura e marcadores de cores correspondentes

O desenho feito a marcador, fazendo uso de figuras geométricas e de cores distintas 

Os primeiros pontos

A frente e o verso

A bainha a toda a volta

A Ana descobriu que o seu trabalho poderia dar uma linda carteira.
Para isso, fez um cordão com a ajuda da Educadora para poder usá-la ao ombro.
Objectivos: estimular a atenção/concentração, contribuir para a adesão à tarefa, a partir do leque de interesses da criança, promover o desenvolvimento da motricidade fina da mão, estimular a aquisição de conceitos básicos e a aquisição de vocabulário (Comunicação expressiva e compreensiva).

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A aprendizagem da leitura e da escrita

Recurso para a aprendizagem da leitura e da escrita.
Autor: José Bustillo Rendón. Segundo prémio de Materiais Educativos Curriculares 2007 do Ministério da Educação Espanhol- Instituto das Tecnologias Educativas.

Na minha opinião, este recurso só é vantajoso a par da realização de exercícios de pré-escrita e de grafismo, em suporte papel ou na lousa, e do treino e domínio do gesto e do instrumento de escrita ou desenho (pincel, lápis de carvão, lápis de cor, marcador, caneta, pau de giz). Em todo este processo de aprendizagem, parece-me que este recurso será útil na percepção e na compreensão da imagem a reproduzir. O recurso ao programa pode resultar, numa primeira etapa, pois a criança visualiza os movimentos motores que terá de reproduzir, para, depois, treinar no papel/lousa, ou até mesmo o contrário. Dependerá do contexto. Assim, este recurso pode ser usado para explicar:
-uma direcção gráfica (escrevemos horizontalmente da esquerda para a direita);
-as noções de cima/baixo (n/u), de esquerda/direita, de oblíquas/curvas (g);
- a noção de antes e depois, sem o que a criança não inicia o seu gesto no lugar correcto.

Tipo de Recurso: gratuito.
Vantagens: Estimula a memória visual, o domínio do gesto, a estruturação espacial e a orientação temporal, no que diz respeito à escrita das primeiras letras. Oferece diversos recursos ao professor que, pela semelhança entre as línguas, podem ser usados na sua prática educativa. Está dividido por níveis, o que permite ao professor estruturar etapas e aquisições, sendo bastante apelativo ao nível gráfico e ao nível do suporte auditivo.
Desvantagens: Ser em Castelhano, o que pode, sem a orientação do professor e as devidas adaptações, induzir a aquisições erradas.
Onde o pode encontrar: Neste blogue, em Recursos e Moradas também Especiais com a etiqueta Aprendizagem leitura/escrita (Castelhano).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Fazer digitinta

A Ana do J.I. da Srª do Monte esteve a colorir uma lagarta de acordo com o código cromático dado.

 
Vejam como ficou bonita. Parabéns Ana!
Objectivos da actividade: desenvolver a capacidade de atenção/concentração, desenvolver a motricidade fina da mão, estimular a aquisição de conceitos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um boneco de neve

O J.P. da E.B.1 do Pinheiro vestiu um boneco de neve numa actividade de recorte e colagem. Como podem ver, ele está de parabéns pelo seu empenho!
 O molde para recortar


A colagem
O trabalho final

Objectivo da actividade: desenvolver a coordenação óculo-manual

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vestir uma boneca

Objectivos da actividade: falar, adquirir linguagem

  A Inês do J.I. das Laceiras esteve a treinar a articulação de palavras simples dentro da área vocabular de Vestuário. Como motivação, a criança realizou uma actividade que consistiu no recorte e colagem de uma figura humana.
Os moldes

 

O trabalho final. Parabéns Inês!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vamos ao museu?

Vale a pena ver, quer seja para conhecer, quer para relembrar. 

Em Portugal já é possível fazer visitas virtuais aos monumentos, com a qualidade que estes links testemunham:
Links directos:

Mosteiro dos Jerónimos – Lisboa

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=75047666-4597-4a28-ae77-9b7567c4732b

Convento de Cristo - Tomar

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=82e66d80-439e-4f29-bc9b-576e98efee57

Mosteiro da Batalha

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=42bb5d98-e786-4f02-bb5f-2aa349af28dd

Mosteiro de Alcobaça

http://3d.culturaonline.pt/Content/Common/VirtualTour/Index.htm?id=c26617b5-acd3-422e-998f-5bd163a99efc

Links indirectos :

Depois de entrar na pagina clique em visita virtual


Fortaleza de Sagres

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Fortaleza_Sagres.aspx

Mosteiro Santa Clara Velha - Coimbra

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Santa_Clara_Velha.aspx

Mosteiro de São Martinho Tibães - Braga

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Mosteiro_Sao_Martinho_Tibaes.aspx

Museu Grão Vasco - Viseu

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Grao_Vasco.aspx

Museu Nacional do Azulejo - Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Nacional_Azulejo.aspx

Museu Nacional de Arte Antiga - Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_nacional_arte_antiga.aspx

Palácio Nacional da Ajuda - Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Ajuda.aspx

Museu Soares dos Reis - Porto

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Museus/Pages/M_Soares_Reis.aspx

Palácio Nacional de Mafra

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Mafra.aspx

Palácio Nacional de Queluz

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Queluz.aspx

Palácio Nacional de Sintra

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Palacios/Pages/PN_Sintra.aspx

Torre de Belém - Lisboa

http://www.culturaonline.pt/MuseusMonumentos/Monumentos/Pages/Torre_Belem.aspx 

 
 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal



Coral de surdos junto com o Glee Club cantando "Imagine" de John Lennon. Para quem não conhece, Glee é uma série de televisão americana do género comédia musical, produzida pela FOX. É transmitida pelo Canal Fox no Brasil.

Feliz Natal!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Decoração Natalícia

  Todos os anos, na E.B.1 do Pinheiro decora-se uma árvore de Natal. Propusemo-nos a ajudar na sua decoração. Foi com entusiasmo que o João Pedro e o António aderiram a esta actividade. Estão, aliás, de parabéns pois fizeram um óptimo trabalho!

Materiais: receita de pasta de farinha para moldar; um copo; uma bacia; um rolo de massa; tinta de spray; tintas de água; pincéis, fita de embrulho e fio dourado; embalagens de chupa-chupas recicladas; papel de embrulho prateado reciclado, botões.

Objectivos da actividade: manusear diferentes materiais e técnicas, controlar a coordenação óculo-manual, desenvolver a motricidade fina, fomentar a linguagem, desenvolver a estruturação espacial, distinguir as cores, desenvolver as capacidades de observação/raciocínio/associação, contactar com formas geométricas, desenvolver o sentido estético; desenvolver a capacidade de preparar, iniciar e organizar o tempo e o espaço necessários à realização de uma tarefa complexa, de forma a conseguir finalizá-la; desenvolver a auto-estima e a valorização pessoal.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

3 de Dezembro: Dia Internacional da Pessoa com Deficiência


  Tendo-se iniciado em 1998, pelas Nações Unidas, surgiu com o objectivo de promover os Direitos Humanos de todas as pessoas portadoras de deficiência, permitindo-lhes conquistar oportunidades iguais às de pessoas não portadoras de deficiência, garantir que pessoas com deficiência possam participar plenamente da vida na comunidade, assegurar que pessoas deficientes tenham voz em programas e políticas que afectam a nossa vida e eliminar a violação dos direitos humanos.
  Todos os anos a sua comemoração se baseia num tema novo, tendo como objectivo a participação da sociedade, tentando aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. No ano de 2006 o tema foi "O dia da E-acessibilidade".
adaptado de Wikipédia, a enciclopédia livre

Histórias diferentes- Personagens com deficiência ganham espaço na literatura infantil e ajudam a combater preconceitos

O Livro como instrumento de Inclusão Social
  A primeira personagem com uma síndrome genética na literatura infantil brasileira surgiu há apenas dez anos. Foi na coleção Meu Amigo Down, com três livros, da jornalista e escritora carioca Claudia Werneck (WVA Editora). Os títulos estão entre os 68 que tratam do tema deficiência, publicados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. As histórias de Cláudia são narradas por um menino que não entende por que é que o seu amigo com Down enfrenta situações tão delicadas na escola, em casa e na rua. "O livro também é um instrumento de inclusão social e favorece a formação de uma geração mais atenta à diferença e mais apta a lidar com ela", afirma Cláudia. Os seus livros infantis foram traduzidos para o inglês e o espanhol, são recomendados pela Unesco e Unicef e adoptados por diversas escolas públicas e particulares brasileiras.
Amigos especiais 
  Personagens que não vêem ou que não andam também estão nos livros infantis, como nas histórias da colecção Amigos Especiais, da Melhoramentos. A do livro A Felicidade das Borboletas, por exemplo, é a bailarina cega Marcela. Ela fala da sua emoção ao apresentar-se no palco pela primeira vez vestida de borboleta. Em O Grande Dia, o protagonista é Rodrigo, um menino deficiente físico. Ele não pode jogar futebol, mas participa no campeonato da sua turma como técnico. "Os personagens falam das suas dificuldades e de como encontraram o melhor jeito de fazer o que gostam", explica a autora dos dois livros, Patrícia Engel Secco. "A criança com deficiência gosta de se ver nos livros e isso é importante para sua auto-estima", diz a escritora.
  No livro mais recente da série da Melhoramentos, Um Dia Especial para Laurinha, a personagem tem baixa visão e prepara-se para o seu primeiro dia de aulas. "O foco da história não é a deficiência, o que faz com que qualquer criança se identifique com Laurinha, em vez de pensar ‘ainda bem que não sou assim!’", destaca uma das autoras da obra, a psicóloga Ana Lucia Bastos. Segundo ela, livros como o seu também servem para os pais. "Muitas vezes, eles não sabem explicar ao filho o que é o preconceito. As histórias ajudam a elaborar a questão", diz Ana Lúcia.
  Em A Flauta do Sótão, da Paulus Editora, a criança deficiente que não fala encontra outra forma de expressão. O herói da história é o menino Reinaldo, que aprende a falar por meio da música ao encontrar uma flauta mágica. "Ser chamado de mudinho pelos outros garotos fez Reinaldo ir para a frente. Mostro que na dificuldade é possível criar forças e a flauta coloca em acção as forças que o menino tinha. Ele podia ser quem era com ou sem deficiência, só dependia de ele querer e ter oportunidades", ressalta a autora Lúcia Pimentel Góes, professora de literatura infanto-juvenil da Universidade de São Paulo (USP).
  Um grito também pode abrir caminho para o deficiente como mostra o livro Patrícia (Editora Brinque-Book), do australiano Stephen Michael King. A personagem tem pensamentos incríveis e quer encontrar alguém para compartilhá-los. "Patrícia não fala até o momento em que está tão cheia de ideias que elas precisam sair. Ela consegue isso com um berro e aí solta os pensamentos", conta King, explicando que parte do enredo veio da própria experiência de ser parcialmente surdo, ter ideias e dificuldade de conversar sobre elas por não ouvir o que as pessoas respondiam. "Dentro de mim havia um rugido de leão. Tudo o que queria era que as pessoas entendessem isso e parassem para me ouvir. O que as crianças têm a dizer é muito valioso e os adultos precisam ouvi-las. Por isso, todas as crianças podem se identificar com a história de Patrícia."