terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Para formar palavras...

Logo após a sua aquisição, este jogo tornou-se rapidamente numa ferramenta de trabalho versátil e aplicável a qualquer idade. No Jardim de Infância tem-me ajudado a trabalhar as letras do nome próprio; no 1º Ciclo, a ensinar e consolidar os casos de leitura, tornando-se num instrumento de remediação de dificuldades de leitura e escrita. Logicamente que isso implica afastarmo-nos drasticamente das regras do jogo ou mesmo anulá-las. Mas o que importa se o importante é ver o aluno motivado para aprender e a superar as suas dificuldades?
Este aluno que está a aprender as primeiras letras no 1º ano foi ordenando conjuntos de letras previamente fornecidos, de forma a formar palavras que já conhecia. Desta forma, o aluno foi alinhando as peças no tabuleiro de forma a melhor visualizar todas as palavras formadas.

A tarefa seguinte consistiu em ler, com a ajuda da professora, todas as palavras em voz alta. Finalmente, o aluno foi capaz de, oralmente, criar uma frase para cada palavra.
Para alunos mais velhos, uma variante poderá ser a criação de uma frase em que entrem várias palavras do tabuleiro ou mesmo uma pequena história em que entrem todas as palavras do tabuleiro. Esta actividade pode ser feita oralmente ou por escrito ou até mesmo se pode pedir ao aluno que escreva a sua história após a ter contado, de forma a treinar a memória.

O jogo como instrumento para fomentar a interacção

O jogo é a actividade mais natural da criança e uma criança que joga é uma criança que se socializa, uma vez que atrvés do jogo aprende a cooperar, a comunicar, a partilhar e a criar normas sociais.
UM DOMINÓ
Considero este dominó bastante mais apelativo do que muitos que tenho visto. Traz uma roleta (que as crianças adoram!) e cartões com números e desenhos para aprender a contar e a associar. É óptimo para a iniciação ao cálculo.

Este temos jogado de acordo com as regras. As regras são as mesmas de qualquer dominó.

Este jogo também o levo sempre comigo pois, como entusiasma os alunos, uso-o para intercalar com actividades que exijam um esforço mental maior. Desta forma, evitam-se ou atenuam-se episódios de frustração ou desistência.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um palhaço reciclado

Objectivo da actividade: manusear diferentes materiais e técnicas, controlar a coordenação óculo-manual, desenvolver a motricidade fina, fomentar a linguagem, desenvolver a estruturação espacial, distinguir as cores e as formas.

Este é um dos cantinhos de trabalho do Jardim de Infância da Senhora do Monte onde se pode dar largas à imaginação. Temos todo o tipo de materiais ao nosso dispor numas gavetinhas azuis: tampas de plástico, lã, massas e feijão seco, botões, embalagens de todo o tipo... uma verdadeira reciclagem! A A. fez uso de tudo um pouco e, após uns saltitos e algumas distracções, eis que se avista um palhaço colorido e alegre! Bom trabalho! Olha... mas onde é que vais? Vamos agora arrumar tudo! Ah, eu é que tenho de arrumar?! ... Pois, é que a A. já está no cantinho da leitura....

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Máscara de Carnaval

Objectivo da actividade: manusear diferentes materiais e técnicas, controlar a coordenação óculo-manual, desenvolver a motricidade fina, fomentar a linguagem, desenvolver a estruturação espacial, distinguir as cores, desenvolver o sentido estético e desenvolver a capacidade de preparar, iniciar e organizar o tempo e o espaço necessários à realização de uma tarefa complexa, de forma a conseguir finalizá-la.
A aluna do 2º ano da S.ª do Monte pintou a cara do palhaço com cores vivas.

Colou a imagem numa folha de cartolina A4 e recortou-a. Com um xizato, fez a abertura dos olhos.

Por fim, decorou-a com serpentinas e confetti de Carnaval.

Ficou muito bonita, não acham? A A. é muito cuidadosa e briosa do seu trabalho!


O A. do 1º ano também esteve muito empenhado na elaboração da sua máscara de Carnaval. Ele foi incansável e nunca se distraiu com estímulos irrelevantes. Foi capaz de levar a tarefa até ao fim, cumprindo as suas diversas etapas. Vejam como foi cuidadoso com o material escolar e vejam como tem a sua mesa organizada. Estou muito orgulhosa do seu trabalho! Muito bem!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Palhaço Articulado

Objectivo da actividade: controlar a coordenação óculo-manual, manusear diferentes materiais e técnicas, desenvolver a motricidade fina e a estruturação espacial, aumentar os tempos de atenção/concentração.
Tentámos dar um pouco de vida a esta imagem.
Primeiro, colorimo-la com marcadores.
Depois, colámos a folha a uma cartolina A4.

Recortámos a figura, separando-lhe pernas e braços.


Fizemos um pequeno orifício em cada membro com a ajuda de um compasso.


Usámos um xizato para abrir pequenos orifìcios para as ilhoses.


E, por fim, unimos os membros nas costas do boneco de forma a poder dar-lhe movimento.

A exposição de trabalhos é uma estratégia importante para fomentar a auto-estima na criança. Este é o nosso placard da E.B.1 do Agro onde expomos os trabalhos da C. e do S. do 4º ano.

"Magalhães"

Para aprender a ler as horas, a S. do 3º ano esteve a jogar um jogo do Magalhães.
O jogo consistia em acertar o relógio a partir de uma hora dada. O jogo terminava se a aluna acertasse nas 7 etapas.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Plano de leitura NEE


Sobre a...

Integrado nas múltiplas acções do Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca de Livros Digitais é um espaço dinamizador de iniciativas relacionadas com leitura e a escrita, que se assume como um agregado de livros de autores consagrados e aprovados pelo Plano Nacional de Leitura e, em simultâneo como um repositório de trabalhos realizados por pessoas interessadas em criar outros textos motivados pelo livro que acabaram de ler.
A Biblioteca visa criar um espaço comunitário na Internet, que se situa para lá do conceito tradicional de lugar da publicação na rede, entendido como mero repositório de trabalhos.
A Biblioteca é um lugar de partilhas, de troca de experiências, agregador de todos quantos promovem e usufruem do prazer de ler e estão interessados em alargar o seu ciclo de amigos e conhecidos.

O que oferece a Biblioteca de Livros Digitais?
Todos os interessados em inscrever-se como membros da Biblioteca têm direito a dispor de 1 Gigabyte de espaço de disco, para guardar as produções que desejem vir a publicar nos livros que mais apreciam.

Os membros do da Biblioteca de Livros Digitais têm direito a participar nos múltiplos concursos e iniciativas promovidas pela organização.

É uma iniciativa do Governo, da responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, sendo assumido como uma prioridade política.

domingo, 24 de janeiro de 2010

As potencialidades do Tangram

Os Tangrans são dos mais antigos puzzles conhecidos e foi inventado na China há muitos milhares de anos. Este jogo, conhecido no Ocidente desde o início do século XIX, é um puzzle constituído por um quadrado, dois triângulos grandes, um triângulo médio, dois triângulos pequenos e um paralelogramo.

Encontra-se facilmente à venda e pode ser utilizado quer na escola quer em casa. Tem inúmeras potencialidades no domínio da Matemática. Eis algumas delas:

- permite o trabalho cooperativo entre várias crianças;

- fomenta o desenvolvimento de competências na resolução de problemas, tais como: comparar, visualizar mentalmente o todo, verificar uma hipótese;

- promove o conhecimento de várias figuras geométricas e os seus atributos.

Deixo algumas sugestões na categoria Recursos... deste blogue.

Trabalhar Competências no Jardim de Infância



Este sítio da Net apresenta-nos uma lista de competências que as crianças aprendem no Jardim de Infância. A criança é motivada a continuar pois as respostas certas são contabilizadas com um estímulo visual positivo. Trabalham-se conteúdos tais como: formas geométricas, contar até 3, 5, 10, 20, noções de lateralidade, noções de tempo, grandeza (...). Há ainda a hipótese de aumentar a dificuldade dos exercícios à medida que se avança. A única desvantagem é ser em Inglês,para quem não domina o idioma, embora a linguagem dos símbolos seja universal.


O mesmo método continua através das competências matemáticas dos anos seguintes e que pode encontrar na categoria Recursos e Moradas também Especiais deste Blogue.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Da tolerância à frustração em alunos com N.E.E.

Quem nunca se sentiu alguma vez frustado ao realizar uma tarefa? Quem é que nunca desistiu de praticar um desporto ou de deixar de estudar uma disciplina por achar que não era capaz ou porque se sentia incompetente? A resposta é inequívoca: todos nós. O que é, de facto normal e algo que faz parte de uma aprendizagem saudável.
No entanto, nos alunos com necessidades educativas especiais, a frustração pode chegar a ser omnipresente e um verdadeiro entrave na sua aprendizagem.

Frustração- O que é?
"Trata-se da vivência emocional que deriva de uma situação na qual os desejos ou expectativas não se realizam."(in Educação Especial, nº 6, Março de 2010). Como se trata de uma vivência, é aqui que podemos começar a intervir dado que as vivências se podem alterar.
Uma maneira eficaz de a trabalhar é através de contos. Daí ter tido a ideia de apresentar a alguns alunos o vídeo que se segue, a história extraordinária de preserverança e coragem de uma menina surda que queria tocar violino. Após termos conversado sobre a interpretação que cada um fez da história, foi feito o paralelo com as vivências da criança e até da professora. Sim, porque também eu tenho as minhas inseguranças!

Actividades Lógicas

A partir de uma figura dada em suporte papel, a A. do Jardim de Infância foi colocando os blocos lógicos por cima da folha e da forma correspondente.

É uma forma divertida de aprender as formas geométricas não é?
Uma variante será fornecer à criança a mesma figura a cores, de forma a também fazer a correspondência de cor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Para os pais: como lidar com uma criança com deficiência?


Como podem os pais lidar com uma criança com deficiência?

As problemáticas ligadas às crianças e aos jovens têm vindo, cada vez mais, a assumir um carácter prioritário na actuação da Fundação Calouste Gulbenkian, que pretende contribuir para promover o desenvolvimento equilibrado das crianças, sobretudo daquelas que se encontram em situações de risco social e pessoal.Esta brochura "Os nossos filhos são... diferentes!" foi concebida sobretudo para informar as famílias e marca o início de um conjunto de publicações da iniciativa da Fundação sobre o tema da intervenção precoce.

Pode encontrar ajuda através da informação aqui disponível:
http://www.gulbenkian.pt/media/files/fundacao/programas/PG%20Desenvolvimento%20Humano/pdf/Os_nossos_filhos_s__o..._diferentes.pdf

Apresento-lhe um excerto:

"Quando uma família se defronta com uma criança que nasce com algum tipo de problema ou que, passado algum tempo, parece ter um desenvolvimento diferente do habitual, algumas das primeiras perguntas que faz são:
01. O que está a acontecer?
02. Porquê a mim?
03. Porque é que o meu filho(a) é diferente dos outros bebés ou
crianças da sua idade?
04. Quem me pode ajudar?

Muitos pais, ao recordarem a primeira vez que tomaram consciência da problemática do seu filho(a) , têm expressado sentimentos muito fortes e devastadores:

“O que eu senti... o que eu senti foi um grande aperto no coração. Foi também um pouco como que um castelo a desmoronar-se... porque ela, realmente, foi muito desejada, muito mesmo, e é aquilo que todos nós pensamos no dia-a-dia que é: «tudo vai correr bem». Pensamos assim, positivamente, tudo vai correr bem, vamos ter uma filha perfeita e quando sabemos que as coisas não são bem assim... Ah! é um grande choque....”
(Pai de uma criança com multideficiência)

Se passou por uma situação idêntica a estas, é provável que tenha feito perguntas semelhantes às que atrás referimos. Poderá também ter acontecido que um profissional tenha tido a iniciativa de falar consigo ou com alguém da sua família sobre o problema do seu filho(a). Assim, pode ter começado a obter respostas para as suas perguntas no hospital ou maternidade em que o seu bebé nasceu ou no Centro de Saúde onde o seu filho(a) começou a ser seguido(a). Mas também pode ter acontecido que, durante muito tempo, não tenha recebido as respostas que procurava e que, embora consultando todos os serviços e pessoas que lhe foram sendo indicados, se esteja a sentir cada vez mais aflito(a) e não tenha as orientações concretas e específicas que lhe permitam lidar com um problema, na maior parte das vezes, inesperado.
O tempo vai passando, as suspeitas de que alguma coisa não está a correr como esperava confirmam-se a cada dia que passa, os seus sentimentos de ansiedade aumentam porque não obtém respostas, sente-se só e sabe que, quanto mais cedo se intervém, maiores são as probabilidades de sucesso com o seu filho(a).

Não substituindo as funções de cada um dos especialistas, a Intervenção Precoce na Infância (IPI) pode fazer toda a diferença no desenvolvimento da criança e no bem-estar da sua família, nomeadamente quando os profissionais das equipas de IPI intervêm no sentido de aumentar as competências da família na forma de lidar com a situação tão difícil que vivencia e quando redobram os seus cuidados nas técnicas e estratégias de comunicação com as famílias, centrando-se nas suas necessidades.

Este pequeno livro foi feito a partir de um projecto que decorreu no Serviço Técnico de Intervenção Precoce (STIP)1 da Cercizimbra e da sua avaliação. Tem como principal objectivo ajudar pais que se deparam com estas situações a encontrar o apoio a que, quer eles quer os seus filhos, têm direito.
“A sociedade devia estar preparada para dar toda a ajuda necessária aos nossos filhos. Mas não é assim, nós é que temos que ir à procura dos lugares e das pessoas que nos
podem ajudar... Fazemos tudo sozinhos...”
(Pai de uma criança com atraso grave de desenvolvimento)

As informações que nele constam têm, voluntariamente, um carácter generalista. Nesta, como noutras áreas, cada caso é um caso. Por um ou outro motivo, situações que parecem iguais (podendo até a criança ter o mesmo diagnóstico) não o são, e as respostas necessárias e eficazes têm de ser encontradas de acordo com as particularidades de cada criança e família, bem como da comunidade em que estão inseridas. "

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um Pai-Natal passo a passo

Objectivo da actividade: Desenvolver a capacidade de preparar, iniciar e organizar o tempo e o espaço necessários à realização de uma tarefa complexa, de forma a conseguir finalizá-la.

Primeiro, reunimos todo o material necessário.

Desenhámos e recortámos os moldes.

E depois foi só juntar e colar todas as peças.






Para o podermos pendurar, decidimos colocar-lhe uma argola em fio dourado. E está pronto!

O Natal aproxima-se...

Esta imagem foi explorada de várias maneiras, usando-se materiais e técnicas diferentes.
Foram usados lápis de cor e marcadores para colorir a imagem e foi moldada plasticina para as bolas e para a estrela que foram posteriormente coladas na árvore.

Colaram-se também os lacinhos dos presentes em fio dourado e o nome próprio de cada aluno com letras cheias de motivos natalícios.


Objectivo da actividade: Desenvolver a motricidade fina e a estruturação espacial, bem como aprender a controlar a coordenação óculo-manual.